Relato por Leo Gatti da Audiência Pública sobre o
Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável

realizada em 10 de julho de 2013

 
Veja aqui os vídeos-atas da Audiência

Olá a todos

A reunião do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável transcorreu em clima cortês (como deveria ser sempre aliás), algumas poucas exceções pontuais e veladas, e dividindo cinco temas em cinco grupos de identificação de problemas da região!

REPRESENTATIVIDADE
ECONÔMICO
AMBIENTAL
INFRAESTRUTURA E
SERVIÇOS PÚBLICOS 
(se não me engano quanto aos dois últimos)

Os grupos se inverteram e os comerciantes foram levantar os problemas ambientais, enquanto os verdes detectaram os econômicos.
Isto  por sugestão do Caniato ( Mauatur) e aprovação geral, superando o meu pedido, negado, de todos discutirem todos os temas, ou de se mesclar os grupos para se ter uma visão ampla e plural , o que me parece acabou acontecendo!
No fim, todos podiam fazer "emendas" aos temas apresentados; fizemos uma 5 importantes no enfoque Ambiental , através do Leo da APA e outros, incluindo o uso do solo entre outros temas. 

Não sem que o nosso querido Lauro pedisse pressa nesta questão tão abominada por ele, vai entender! 
Como alguns de nossos comerciantes locais não entenderam ainda, depois de anos na região, que o nosso produto principal é a natureza?
O vídeo da reunião sem cortes será disponibilizado no You Tube, garantiu  o coordenador da reunião, Osvaldo, do Ideias.

Cortês o encontro - muito provavelmente pelas manifestações de repúdio na rede às ofensas e ao "ecofobismo" (educação ambiental não era uma condicionante do projeto dessa estrada?) de alguns comerciantes locais em reuniões recentes, já que o coordenador afirmou acompanhar os grupos de discussão do FB.

Também  esta carta do Joaquim (*), com certeza, citada por ele no pedido para que as pessoas se entendessem e superassem diferenças no início dos trabalhos, em prol da região, e uma certa ameaça de que inviabilizaria e poderia levar a equipe de elaboração a abandonar o projeto.

É verdade que apenas apontar os problemas, alguns inclusive gerados pela forma exploratória do turismo local até então, e a melhoria de acesso trazendo mais público para uma infra estrutura ainda precária, é bem menos polêmico que suas respectivas soluções - e aí que queremos ver como será...

Outra expectativa é se desta vez não é pra inglês ver, um fake ou factóide, como a falsa Estrada-Parque (ou EstraGa-Parque, como alguns preferem). Ou como o Seminário sobre os impactos positivos e negativos da nova estrada, realizado em 2011 pelo INEA; praticamente a mesma metodologia, os mesmos assuntos e temas abordados, por sinal, e que depois foi esquecido ou abandonado!

Bloquetes, saneamento, bolsões de estacionamento, educação ambiental, mobilidade, tudo foi debatido em grupos, e para quê?
E as lamentáveis manobras conhecidas, de algumas associações locais, para fazer prevalecer suas idéias nem sempre brilhantes, o esvaziamento do Conselho Gestor, a manipulação de informações, os informativos locais, as interferências em associações de moradores e seu esvaziamento, e até a truculência explícita, entre outros?
Só o tempo dirá a validade e a verdade, penso eu!

Esperei o fim da reunião para colocar esta situação em relação ao primeiro tema "representatividade" (já que o que temos visto até então é um certo autoritarismo e intolerância ao livre pensar), o que gerou algum desconforto nos demais, até por que me expressara já bastante durante a reunião - e pelo avançado da hora...

Quanto ao conselho que pretende ser criado, pelo que entendi, ele sugeriu que tenha cadeiras de todos os outros conselhos.
     
Devia ter umas quarenta a cinquenta pessoas é mais ou menos o que posso relatar !
No final, fez-se questão de se convidar os ausentes.
A questão de participar ou não é meio difícil , pois não participar não seria entregar a rapadura totalmente nas mãos de um só pensar ?  

Será proposital esse clima pesado, ausente hoje, mas até quando?
É um método repetitivo este de se fazer as pessoas que pensam diferente não terem voz e consequentemente tesão em participar (isto quando são informadas e convidadas a participar).

Como brigo pelas idéias e não com as pessoas, e procuro não criar expectativas onde elas não existem, consigo participar, mas entendo quem não o queira ou não confie..
E dou apoio e assino a carta do Joaquim por concordar plenamente e acho que deveria, sim, se aproveitar os estudos legítimos já realizados .

Uma forma de a equipe que formula este Planejamento acumular mais informações, conhecimento e demonstrar boa vontade e interesse no melhor resultado possível .

Foi bom aparentemente os resultados do encontro , porém a questão da credibilidade e sinceridade  desse Planejamento na minha opinião só o tempo dirá ! Por mais que se queira fazer um clima agradável e positivo o histórico recente nos deixa ainda com uma pulga atrás da orelha !

Identificar problemas e achar soluções é interesse de todos. Já a marca "Mauá", discutida na  reunião anterior, que gerou o mal estar e as agressões verbais e ríspidas às pessoas com visão mais abrangente e ecológica, também não é? Já é algo resolvido, sem possibilidade de debates?  A diversidade só engrandece o resultado final.
 
A próxima etapa será em fins de julho ou início de agosto, e visará formar a matriz dos problemas detectados; enfim, quem não participou desta poderá entrar com sugestões para o diagnóstico final  dos problemas a serem discutidas futuramente, e apresentadas as suas respectivas soluções.
E aí será bom que saibamos discordar e manter esta mesma cortesia e produtividade.

Cordialmente, Leo Gatti

(*) A referida carta não é "do Joaquim", mas de um grupo de gestores, consultores e educadores ambientais, atuando há décadas na região, que não concordam com o modo como a elaboração do Plano vem sendo conduzida, quando o Sebrae-RJ privilegia um setor da comunidade - ou melhor, as atuais lideranças da Mauatur e seus métodos prepotentes - e negligencia quem está trabalhando para a preservação da Natureza e a sustentabilidade da região.

(**) As soluções deverão ser construídas participativamente, mas algumas considerações preliminares e indispensáveis já foram enviadas ao Sebrae-RJ. Envie você também suas reflexões e propostas para amigosdemaua.net@gmail.com
Em 12/07, Leo Gatti encaminhou o seguinte comentário:
 Acrescentaria a necessidade de uma discussão ampla sobre o tipo de pavimentação; o asfalto não é sustentável!, bem como a realização de um seminário, intermediado ou não pelo SEBRAE, com a finalidade de discutir a governança e a representatividade locais que - com fórmulas prontas (voltadas a um lucro imediato e sem contemplar a preservação verdadeira dos recursos naturais) e autoritarismo (imposição de idéias, interferência em associaçoes de moradores, reuniões convocadas sem convidar quem pensa diferente, reuniões secretas, falta no cumprimento de acordos e decisões já estabelecidas em conjunto, e  exclusão ou opressão ao livre pensar) - estão sem credibilidade e abrangência, o que inviabilizaria um resultado positivo deste Planejamento quanto ao nosso futuro sustentável!