Obras de "requalificação" da vila de Visconde de Mauá desvalorizam a paisagem

O desrespeito à população e a incapacidade técnica dos responsáveis por essas obras vergonhosas - ben como os oportunistas locais que puseram seus interesses pessoais imediatistas à frente da nossa sustentabilidade de longo prazo - são apenas alguns sintomas de uma doença degenerativa que vitima toda a administração pública brasileira.

Para onde quer que nos viremos, em qualquer nível - federal, estadual e municipal - é a mesma produtividade autista. o mesmo empenho abúlico, o mesmo  compromisso catatônico. A ordem geral é "ninguém se esforça"; e o resultado é sempre "nada dá certo".

Abaixo, mais exemplos de como somos tratados, sem ter quem nos represente e nem defenda.

 
Acima e abaixo, dois momentos flagrados em plenas Festas de fim de ano na principal e única esquina de uma localidade supostamente simpática e singela, típica do interior fluminense-mineiro, e capaz de atrair um turistas em busca do que antes tínhamos a oferecer... 
Abaixo, a pavimentação com paralelepípedos feita poucos meses atrás simplesmente deixou cobertos os acessos à rede subterrânea local, obrigando agora a prefeitura a efetuar um trabalho de arqueologia urbana para realizar qualquer reparo em seu funcionamento.
A seguir, mais exemplos do padrão atual de engenharia e acabamento adotado pela secretaria de Obras do estado do Rio de Janeiro.
A seguir, a visão lateral leste da obra hors-coucours do projeto de requalificação iniciado há quatro anos pelo governo estadual em parceria com as associações comerciais locais, o Sebrae-RJ, o Ministério do Turismo, o BID etc., na vila de Visconde de Mauá: o ex-futuro "Centro de Turismo e Artesanato", já arruinado mesmo antes de concluído, e cujo futuro continua tão obscuro quanto as suas paredes "brancas".

Abaixo e ao lado, dois ângulos da "meia" casa construída junto ao Posto de Saúde para servir de dormitório do motorista da ambulância de plantão. Notem a pobreza da arquitetura, a total falta de criatividade, a incapacidade de projetar uma construção que agregasse valor à nossa paisagem.  Mas , depois que o governo fluminense construiu o elefante branco acima, só se pode esperar dele mais desatinos.