Calçamento em frente ao Colégio Estadual mostra que esse governo não tem jeito mesmo

A Secretaria de Obras do estado do Rio finalmente decidiu prolongar a pavimentação da Av. Venceslau Brás até em frente ao Colégio Estadual Antônio Quirino, utilizando paralelepídedos de pedra.

Porém preferiu não prolongar o canteiro central que separa as duas pistas e permite aos pedestres atravessar a Avenida com mais segurança.


Sendo assim, os jovens, as crianças e seus responsáveis, os funcionários e professores, terão que atravessar as duas pistas de uma vez só, entre os veículos que vão e os que vêm (como era antigamente na Avenida Atlântica) em quantidade cada vez maior.

Basta observar o aumento do trânsito na vila, desde o asfaltamento da estrada de acesso, para imaginar os riscos que os frequentadores do CEAQ terão que enfrentar, daqui a cinco ou quinze anos, para chegar ao Colégio ou sair dele.


Esperamos que o Sebrae-RJ, a Mauatur, a Focall e seu planejador estratégico sejam capazes de sair da pasmaceira e agir logo para melhorar mais um projeto insuficiente do DER, e incluir nele um canteiro central no prolongamento da Avenida Venceslau Brás - pelo menos até o CEAQ.

Quanto aos professores e a direção do CEAQ, já estão muito ocupados com seus problemas internos para ver o que acontece no lado de fora em frente ao Colégio.

O governo estadual já precisou alterar antes um projeto em frente ao CEAQ, em 2006, quando teve que quebrar a calçada recém-cimentada para abrir espaço para o plantio de dez mudas. Agora vai ter que alterar outro projeto, e abrir espaço para uma ilha de segurança para os pedestres em frente ao Colégio.

Ou vai preferir instalar um semáforo e/ou destacar um guarda municipal para controlar o trânsito cada vez mais intenso?
Ou talvez uma passarela, um bichoduto, ou até mesmo uma "zoopassagem aérea" como as prometidas pelo governo fluminense para a estrada de acesso à região...


Acima, na parte inferior da fotografia, vê-se o final do último canteiro central da Avenida Venceslau Brás. Daí para a frente, rumo ao Lote 10 e bem em frente ao portâo do Colégio, não haverá mais separação entre as pistas nos dois sentidos do tráfego de veículos.
Abaixo, a perspectiva na direção oposta (para Maringá), vendo-se que a obra não prolongará o canteiro presente na Avenida toda, até chegar em frente ao CEAQ...


Abaixo, à direita, as árvores na calçada do Colégio Estadual são resultado de uma interferência nossa em 2006, pois o projeto original do governo estadual previa apenas um calçadão cimentado, comprido e liso como uma pista de aviação.


Fotos mais recentes: está resolvido o mistério - está sendo preparada uma indefectível lombada, conforme a previsão do mestre Lino, mais abaixo. Depois, pinta-se a lombada com alguma tinta amarela que dure uns meses, e estará garantida de vez a segurança dos usuários do CEAQ e do Posto de Saúde, logo adiante.

Comentários
Luis Armondi
19/09/2013 - 10:25
      
Quero fazer coro a esta observação do Joaquim e já dirigi esta mensagem para a Secretaria de Obras para que nosso dinheiro não seja gasto para fazer um serviço duas vezes.
Lino Matheus de Sá Pereira
19/09/2013 - 15:36

Prezados,
Já desconfiava desse desfecho, pois a burrice e a distorção dessa gente vêm em pacotes fechados....
Mauá terá, desde a frente do Colégio até o final do Lote Dez, uma pista de corridas... tudo o que faltava para gerar (além do evidente contrassenso no aspecto urbano), todo o tipo de acidentes, pois ali transitam diariamente centenas de alunos e pessoas e centenas de veículos e motos em alta velocidade...
E logo virão as lombadas de sempre...
Tudo resultado da desinformação, inércia e manipulação da opinião pública e da falta de responsabilidade e de critério das administrações.
E é apenas o começo....
Saudações, Lino
Derek Sharp
19 de setembro de 2013 16:53

Prezados
Concordo plenamente com a mensagem veiculada e acredito que deveria ser feita uma comunicação formal entre o CEAQ e a SeObras com o apoio de toda a comunidade.
A Mauatur apoiará este manifesto.  Inclusive poderia ser feito o canteiro central com aquela máquina que ‘cospe’ meio-fio já pronto, por cima do paralelepípedo.
Cordialmente, Derek
Joaquim Moura
20 de setembro de 2013 10h10

Prezado Derek e demais,
Agradeço a atenção. Estou enviando nossa troca de mensagens para a diretora e professores do CEAQ, sobre a falta de canteiros centrais na pavimentação em frente ao Colégio.
Depois fiquei pensando: será que a ideia do DER é cobrir toda a pista da Avenida com paralelepípedos e depois fazer os canteiros centrais por cima deles, como você imaginou à guisa de "remendo" para a situação? Uma espécie de canteiros cenográficos?
Se for esse o caso, então eu fui injusto com o DER ao denunciar o ausência das ilhas, mas quem imaginaria que eles gastariam tanto paralelepípedo à toa, só para depois torturar as raizes das plantas, dificultar a infiltração da água das chuvas no centro da Avenida, e impedir o futuro plantio de árvores no canteiro central?
Mas agora, após 24 h do envio da mensagem apontando a falha - inclusive para as mais altas autoridades da Seobras e da Sea - sem ter recebido qualquer resposta, explicação ou justificativa (que mostrasse que estou errado), acho que apontei uma inconsistência real no projeto do DER para a Av. Venceslau Brás.
Antes eu já tinha conversado com os funcionários da obra que estão colocando as pedras no chão, sobre essa ausência de canteiro em frente à escola, e nenhum deles me disse que os canteiros seriam feitos depois da pavimentação pronta, direto sobre o leito de paralelepípedos, 
De qualquer modo, vamos ver... Mas essa falta de comunicação do DER e do governo em geral com a comunidade não pode resultar em nada de bom. Só atrapalha;
Se não vier resposta até o fim do dia de hoje, será o caso de o CEAQ comunicar às secretarias de Obras e de Educação o problema.
Cordialmente, Joaquim