Complexo cultural avacalha demais a vila de Visconde de Mauá

Abaixo procuramos simular, por meio de fotos/visões sucessivas, a impressão que domina os turistas que chegam à região e à vila de Visconde de Mauá.

Depois de ter apreciado o grande mapa-anúncio preso na "fachada" do clube de Mauá, os visitantes se deparam com as obras abandonadas do "Centro de Turismo e Artesanato", que, há quatro anos, motivou a demolição de um prédio muito mais significativo para a história da região e que poderia ser adaptado para se tornar um centro de memória muito mais compatível com a escala e a cultura locais.

Eles então vão se aproximando, olhando aquele tapume; aquelas paredes tortas, manchadas, esquisitas; aquele puxadinho de vidro sobre um telhado; aquelas empenas brancas sem calha nem qualquer proteção contra as chuvas abundantes na região, e já pra lá de mofadas; aqueles "pórticos" em forma de clips, oferecendo mais superfícies para serem tomadas pelo mofo e poluindo o visual do próprio prédio; aquelas esquadrias de metal preto muito usadas em instalações industriais etc., etc.

Olhem por vocês mesmos e tentem imaginar os motivos que levaram o governo a construir este monstrengo, projetado por uma empresa de Volta Redonda que trouxe para cá uma arquitetura que lá - cidade industrial e moderna - se encaixaria como uma luva, mas aqui destoa de tudo e de todos. Chocante!


 Aqui tudo parece que era ainda construção e já é ruína
Caetano Veloso, em "Fora de Ordem"