Degradação na vila de Visconde de Mauá arrisca tornar-se irreversível

Apesar das promessas do governo do estado, de que as obras de "requalificação" da vila de Visconde de Mauá estariam prontas entre maio e junho de 2012, a situação de abandono e deterioração urbana continua se agravando - e os danos para a imagem e autoestima locais já vão se tornando irreversíveis.

Vejam abaixo a situação da pista da Avenida Venceslau Brás em direção a Maringá, ao longo de toda a vila, fazendo parte do eixo viário que percorre o vale do alto Rio Preto (RJ-151). A impressão que causa, de desleixo e desrespeito, é a pior possível.

E mais embaixo ainda, vejam as condições em que se encontra o Centro de Turismo e Artesanato , obra iniciada pelo governo do estado do Rio de Janeiro há quase 4 anos e há 12 meses parada, assombrando a vila que dá nome à região. Notem que o cronograma previa que ele estaria pronto.


Em março de 2012, uma representante da Secretaria de Obras - Seobras/RJ - informou, em reunião oficial de apresentação de relatórios do já desmoralizado PBA, na presença de autoridades municipais (de Resende e Itatiaia), moradores e lideranças locais, que as obras de recuperação da pavimentação da Avenida Venceslau Brás. a principal e única via na vila de Visconde de Mauá, estariam prontas em junho. Estamos em dezembro, e mais uma "alta temporada turística" vai nos encontrar totalmente "desqualificados"...

Notem que onde parece haver terra cobrindo paralelepípedos, na verdade são buracos onde os paralelepídedos foram retirados anos atrás, já contexto das obras de "requalificação" da vila, e nunca mais foram repostos, obrigando-nos a conviver com uma sucessão de buracos incrivelmente abruptos ao longo de toda a via. no sentido para Maringá.

 

Notem que onde parece haver terra cobrindo paralelepípedos, na verdade são buracos onde os paralelepídedos foram retirados anos atrás, já contexto das obras de "requalificação" da vila, e nunca mais foram repostos, obrigando-nos a conviver com uma sucessão de buracos incrivelmente abruptos ao longo de toda a via. no sentido para Maringá.

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Acima, a rua que faz esquina com a Avenida Venceslau Brás, e onde fica a "Casa Vermelha" alugada pelo governo do estado do Rio para sediar o "Programa de Gestão Socioambiental da Estrada-Parque".  Os bloquetes foram retirados para instalação, há um ano, da rede de águas pluviais.
Como se vê, uma rua onde a pavimentação estava toda em bom estado virou mais um fator de degradação da vila de Visconde de Mauá.

Notem que onde parece haver terra cobrindo paralelepípedos, na verdade são buracos onde os paralelepídedos foram retirados anos atrás, já contexto das obras de "requalificação" da vila, e nunca mais foram repostos, obrigando-nos a conviver com uma sucessão de buracos incrivelmente abruptos ao longo de toda a via. no sentido para Maringá.


O Centro de Turismo e Artesanato proporciona uma visão pavorosa que assusta os visitantes que chegam a Visconde de Mauá. Os moradores, em sua maioria, preferem nem olhar para esse despautério arquitetônico para não lamentarem pelos recursos investidos em tal aventura, em vez de aplicados na instalação de uma creche no Lote 10 e em melhorias no posto de saúde.

Notem as amplas áreas brancas desprotegidas da chuva, que logo mofam e exigem pinturas frequentes para não ficarem horrorosas. Por que não foram usados materiais mais rústicos, como pedra, tijolinho aparente e madeira, que dispensam pintura, nem foi levada em consideração a necessidade de proteger as paredes dos prédios das copiosas chuvas da região?   


Recomendamos a demolição desses dois pórticos patéticos em forma de "clips" para reduzir a poluição visual e diminuir as áreas brancas mofadas que deverão ser repintadas anualmente.

 Acima, situação do tapume erguido pelo governo, voltado para a principal (e única) via da vila de Visconde de Mauá. Desde sua construção, há quatro anos, o tapume não passou por nenhuma manutenção e hoje controbui para a degradação da vila que dá nome à região.

Com tantos arquitetos, engenheiros e paisagistas que vivem aqui ou frequentam a região, experientes e dotados de sensibilidade para valorizar as características locais e capazes de contribuir no projeto de um "Centro de Turismo e Artesanato" mais integrado à região, o governo do estado do Rio de Janeiro entregou a responsabilidade a um escritório de... Volta Redonda... (ver a placa ao lado).
O resultado, evidentemente, não poderia ser mais descabido ...

Talvez essa construção se integrasse bem às características arquitetônicas, urbanísticas e culturais daquela dinâmica cidade industrial, mas aqui ela é um corpo estranho e uma degradação do cenário local, cujas características de pequena vila do interior deveriam ser preservadas, ao invés de serem substituídas por valores estéticos "modernos", vulgares e vagabundos.

Acrescente-se à irresponsabilidade arquitetônica a irresponsabilidade econômica, pois a prefeitura de Resende, que supostamente iria receber esse complexo cultural e gerir suas iniciativas e atividades, já se recusou a fazê-lo, pois não pode gastar mais nesse elefante branco do que no posto de saúde.

O "abacaxi" continua então no colo do governo do estado do Rio, que já pensa agora em entregar a sua aministração para o Instituto Estadual de Ambiente - INEA, que teria que desviar sua atenção do seu foco ambiental para gerir um centro cultural voltado para o promoção do Turismo e do Artesanato....

Abaixo, cronograma apresentado pela Seobras-RJ em março de 2012, onde previa-se a conclusão do Centro de Turismo e Artesanato apenas três meses depois.

Ao lado, o depósito do DER abandonado e transformado em pardieiro e albergue parra os bêbados locais. A última ventania mais forte quase arrancou a cumeeira de lata do telhado, e agora os moradores e visitantes estão correndo o risco de ver essas folhas de metal rodopiando pelo ar no próximo vendaval..