População de Visconde de Mauá faz
manifestação pela pavimentação da RJ-151

Veja também aqui http://riosulnet.globo.com/web/conteudo/18_285921.asp e observe quantos erros e equívocos



IManifestação em frente ao Fórum de Resende, ontem (15 de junho de 2012)

Ontem, dia 15 de junho ao chegarmos, às 12h00 ao Fórum de Resende soubemos do cancelamento da audiência especial, que seria a oportunidade na qual poderia se ter a composição para elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta.
N.E.: Não é o que se vê na foto acima.  O que vemos é a tentativa de um pequeno grupo (os mesmos de sempre) para influenciar o juiz, e o habitual açodamento pela pavimentação da estrada, antes mesmo da elaboração do Termo de Ajustamento de Conduta - TAC - e da própria revisão do projeto, necessária para impedirmos que uma rodovia padrão DER estupre de vez a paisagem e crie impactos socioambientais fatais para o futuro da região. Sobre esta nossa preocupação, veja aqui uma faixa exibida na Rio+20, bem diferente dessa aí de cima, .
Mesmo assim ficamos (Mauatur, Amamauá, Assomar, Acvm, Representante do Estado: Procuradoria, SeObras, INEA, DER/RJ e Representantes dos Municípios: Itatiaia e Resende) até a chegada do Juiz, que viu e registrou nosso movimento sobre os transtornos que vem ocorrendo em decorrência do estado lamentável da RJ151, com a postergação do início da obra prevista pelo Estado, com recursos do PRODETUR financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.
A Mauatur tem notórios contatos com o governo; então por que não o influencia no sentido de realizar logo a ampla divulgação do projeto da RJ-151 e de seus impactos, para permitir a discussão e a definição de soluções para mitigar os inevitáveis impactos na natureza e na comunidade.
Como é de conhecimento de todos, a obra de pavimentação da RJ151 foi embargada por uma liminar do Juiz Marvin Ramos Rodrigues Moreira, solicitada pelo Ministério Público, e provocada por denúncia de algumas pessoas de Região, prejudicando tanto a circulação de moradores quanto a de estudantes e de turistas e visitantes da Região de Visconde de Mauá. Cabe lembrar que a economia e o bem estar social da Região (Saúde, Educação, Turismo, Produção Rural etc . . .) também dependem desta Estrada.
Na visão anticidadania da Mauatur, o juiz não deveria ter suspendido a licença (indevidamente) concedida para a realização da obra, o Ministério Público não deveria ter solicitado tal providência acautelatória, nem algumas pessoas da Região deveriam insistir em ver a legislação ambiental respeitada e qualidade de vida preservada. Essa maneira desrespeitosa, prepotente e "infantil" da Mautur, hostilizando os ambientalistas e buscando intrigá-los frente à população menos informada, tem resultado no enfraquecimento da governança cidadã da região justamente quando mais precisamos de união e coordenação. Se isso é o melhor que a atual diretoria da Mauatur tem a nos dar, é melhor ser substituída antes que os prejuízos socioambientais se agravem irreparavelmente.

O trecho de Maringá a Maromba, que foi municipalizado no início do ano, não tem sido objeto de manutenção por parte da Prefeitura de Itatiaia, onde também não temos obtido respostas. Após cobranças feitas pelos representantes da MAUATUR nas últimas reuniões do Conselho Municipal de Turismo de Itatiaia e do Conselho Regional das Agulhas Negras, esta semana começaram a serem feitas algumas manutenções da Estrada RJ151 sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Itatiaia.

Todas essas improvisações de última hora, pegando sempre a comunidade e suas lideranças de surpresa, só comprovam a irresponsabilidade e insuficiência no planejamento de uma intervenção tão crítica e complexa quanto a facilitação do acesso a essa frágil região, agora condenada, coitada, a impactos degradantes.
A MAUATUR tem reiteradamente solicitado a manutenção da RJ151, enquanto não se resolve este embargo. O DER-RJ tem feito algumas intervenções, depois de muita insistência por parte da Associação. No entanto, a MAUATUR não tem como se responsabilizar pela manutenção e nem tem alçada, para tal, apenas pode cobrar,e cobra, dos órgãos competentes.

Se a Mauatur não tivesse sido tão leniente com todo o processo de licenciamento da obra, ela não estaria paralisada, pois aquele EIA-RIMA patético não teria sido aprovado, um outro mais adequado teria sido feito então, e a complementação que o juiz pede agora nem seria necessária. Pelo contrário, a Mauatur ainda anuiu depois com a proposta indecorosa do governo para ela sair do Conselho Gestor e assim enfraquecê-lo e evitar que aquele fórum multiatoral tentasse acompanhar a execução da obra, conforme disposto na própria Licença de Instalação concedida pelo INEA. O açodamento resultou em atraso e prejuízo para todos.

Cordialmente,
Diretoria Executiva
MAUATUR

Ninguém duvida da cordialidade de cada um dos diretores da Mauatur - individualmente todos eles são pessoas de bem e de fino trato. Mas quando se reúnem em "petit comité" (o que é muitíssimo frequente), não se furtam a elocubrar tenebrosas maquinações para usurpar a governança da região, usando para isso sua influência antirepublicana e cortesia "desinteressada" sobre as nossas autoridades complacentes.
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Abaixo a carta da Mauatur aos associados e moradores convidando para a manifestação na porta do Fórum de Resende, em 15/06/2012.

Notem que nela já constava a maldosa e irresponsável insinuação de que foram "alguns moradores da região" os responsáveis pela paralisação da obra, e não os "danos graves e irreparáveis" apontados pelos técnicos do ICMBio e pelo Ministério Público.

O que quer a Mauatur? Como o Sebrae vai conseguir implantar um Plano Estratégico na região se o seu principal parceiro - a nossa principal entidade empresarial - insiste em hostilizar quem será indispensável para a implantação do citado Plano: os ambientalistas, os gestores e educadores ambientais e em geral, os comunicadores, os artistas, as ONGs socioambientais?

Aliás, se esse "Portal Visite Visconde de Mauá" foi criado com verbas públicas, como pode ser usado pela Mauatur para semear a cizânia na comunidade e desclassificar as preocupações ambientais de seus cidadâos e cidadãs???

De: Portal Visite Visconde de Mauá - Mauatur <contato@visiteviscondedemaua.com.br>
Data: 7 de junho de 2012 19:00
Assunto: Estrada RJ151
Para: mauatur <mauatur@uol.com.br>

Prezados,

Como é de conhecimento de todos, a obra de pavimentação da RJ151 foi embargada por uma liminar do Juiz Marvin Ramos Rodrigues Moreira, solicitada pelo Ministério Público, e provocada por denúncia de algumas pessoas de Região, prejudicando tanto a circulação de moradores quanto a de estudantes e de turistas e visitantes da Região de Visconde de Mauá.

Cabe lembrar que a economia e o bem estar social da Região (Saúde, Educação, Turismo, Produção Rural etc...) também dependem desta Estrada.

A MAUATUR tem reiteradamente solicitado a manutenção da RJ151, enquanto não se resolve este embargo. O DER-RJ tem feito algumas intervenções, depois de muita insistência por parte da Associação. No entanto, a MAUATUR não tem como se responsabilizar pela manutenção e nem tem alçada, para tal, apenas pode cobrar, e cobra, dos órgãos competentes.

O trecho de Maringá a Maromba, que foi municipalizado no início do ano, não tem sido objeto de manutenção por parte da Prefeitura de Itatiaia, onde também não temos obtido respostas.

Nas últimas reuniões do Conselho Municipal de Turismo de Itatiaia e do Conselho Regional das Agulhas Negras, questionamos a ausência do poder público (Estadual e Municipal) na manutenção da Estrada, principalmente, no trecho da parcela Itatiaia.

No dia 15 de junho está prevista uma audiência especial no Forum de Resende, oportunidade na qual proceder-se-á composição para elaboração de Termo de Ajustamento de Conduta. Solicitamos a todos, que tenham interesse na pavimentação da estrada, que compareçam na frente do Forum de Resende, às 12h00, para que possamos nos manifestar sobre os transtornos que vem ocorrendo em decorrência do estado lamentável da RJ151.

Visconde de Mauá, 7 de junho de 2012.
MAUATUR

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