Placas do DER na área de construção do pórtico atestam o descontrole institucional e a decadência cultural

As placas abaixo vêm se somar à coleção de placas e impressos com erros flagrantes em sua confecção, sempre relevados pelos órgãos oficiais do governo do estado do Rio de Janeiro como se não fosse importante escrever sua comunicação com o público corretamente, sem erros crassos ou cretinos como os vistos abaixo.
Além de "concervação", notem que é informado o prazo da obra, mas não a data de seu início...

Escrever "concervação" com "c" é algo incrível, em duas placas oficiais do DER que, além do pintor, devem ter sido vistas por várias pessoas - desde os encarregados pelo serviço de confecção de placas do DER, e por quem mandou fazê-las, por quem as transportou, por quem as instalou no chão, e pelos engenheiros que já estão frequentando o local há semanas.
Essa mesma decadência que se vê no serviço público (erros assim seriam impensáveis até 40 anos atrás) caracteriza também outros fenômenos socioculturais - inclusive predominantes entre os turistas atuais - e coloca desafios inevitáveis para os quais precisamos nos preparar desde já.

Acima e abaixo, descubra as duas diferenças entre as placas à esquerda e à direita.


Clique aqui para ver a resposta para o enigma acima.

Abaixo, à esquerda, placa do "Ponto de Pergunta" - mas o que é isso? E também não fica bem para o DER fazer propaganda de um estabelecimento comercial, particular, e não fazer de outros, como a "parada quase obrigatória" na Capelinha. À direita, a mesma placa se tivesse sido confeccionada com mais rigor e capricho.

Abaixo, o nome correto e tradicional do "Ponto Pergunta", um bar instalado há décadas no início da subida da serra, onde os primeiros turistas que visitavam a região paravam para se informar quanto faltava para chegar a Visconde de Mauá.


Abaixo, a placa de propaganda do DER repete o erro de grafar "estrada parque" assim, sem o hífen. E assim a população mais humilde vai adotando, inadvertidamente, o erro, como se vê na faixa abaixo, à direita, instalada pela Associação dos Moradores do Lote 10, que também veicula outra incorreção resultante da enganosa publicidade oficial - de que a nossa seria a "1a. ESTRADA PARQUE DO BRASIL", desconhecendo, por exemplo a criada em 2 de dezembro de 1996 na APA Itu/Rio Tietê, em São Paulo (ver aqui e aqui )


Como todos sabem, a Reforma Ortográfica de 1990, que entrou em vigor em 01/01/2009 - portanto quase três anos antes da confecção da placa acima -, aboliu a acentuação nas palavras terminadas em ôo(s) e êem. Assim, o que antes era enjôo, lêem, abençôo, vêem, vôo; agora é enjoo, leem, abençoo, veem, voo...

Poucas horas depois de feita a primeira foto desta placa (já apresentada e comentada cinco linhas acima), ao passar de novo por ela, encontrei-a assim, tombada, com os pés serrados parcialmente e depois quebrados. Quem terá feito isso? Por quê? Ou talvez tenha sido um problema na feitura ou na fixação da placa. Quem saberá?


Resposta do enigma: As placas à esquerda trazem um "D" maiúsculo indevidamente. e lhes falta o acento agudo na palavra "água", que - como todos sabemos - é acentuada. Nas placas à direita, os dois erros foram consertados com auxílio do "Photoshop".