Obras de pavimentação entre Visconde de Mauá e Maringá foram finalmente iniciadas
Intervenções desorientadas arriscam empobrecer o cenário da principal via turística da região


Apesar das repetidas sugestões para que o governo estadual fosse mais cuidadoso na intervenção que planejava, e evitasse desfigurar visualmente o trajeto entre as principais vilas da região, a comunidade assiste hoje consternada à degradação da vegetação e à desestabilização progressiva das encostas ao longo da RJ-151.

O secretário estadual de Ambiente até tentou, sem sucesso, convencer a Secretaria de Obras e o DER a considerarem melhor os aspectos ambientais e turísticos envolvidos na pavimentação da espinha dorsal de circulação de nossa região, e expressou seu apoio à preferência de expressiva parcela dos moradores e visitantes pelo uso de bloquetes, em vez de asfalto , no leito da estrada.

Nossa estradinha vai se tornar uma autovia típica-padrão DER, criando uma dinâmica de trânsito hostil à Natureza e ao bucolismo que tanto atraíam os turistas.

O solo exposto dos morros cortados abruptamente só é capaz de nutrir uma vegetação pobre, principalmente capim, sujeito à erosão que resulta em voçorocas praticamente irreversíveis e incontroláveis  - mormente em tempos de caos climático crescente - exigindo obras cada vez mais caras e impactantes.